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Rede de contatos e colaboração

Entrevista com a Sra. Sara Encìnas , Assessora Sênior da Educação, Organização dos Países Baixos para o Desenvolvimento – SNV, Peru, participante das seguintes atividades de formação: “Academia sobre desenvolvimento de competências – OIT” 24 outubro – 4 novembro de 2011 e “Enfrentar os problemas do emprego juvenil” (curso a distância, de 5 de setembro a 20 de dezembro de 2011)

Primeiro, nós gostaríamos de saber algo sobre o seu papel na sua organização.

Na Organização dos Países Baixos para o Desenvolvimento (SNV) Eu sou chefe da FTP (Formação Técnica e Profissional) para a América Latina

A senhora participou de dois dos nossos cursos ao mesmo tempo, um presencial no Centro de Formação e outro a distância. Quais eram os seus objetivos pessoais e institucionais ao participar destes cursos?

Meus objetivos individuais eram atualizar meus conhecimentos através dos temas e documentos mais recentes, aprender com a experiência dos outros participantes e formar uma rede de contatos com eles. Meus objetivos institucionais eram os mesmos, com a intenção adicional de obter novas ideias para projetos.

Como parte do curso a distância, a senhora organizou encontros face a face com outros participantes do curso a distância no Peru. Além do contato virtual, vocês também tiveram contato direto entre vocês e inclusive será apresentado um trabalho em comum de grupo no curso a distância. A senhora pode dizer aos nossos leitores algo sobre esta experiência?

Os participantes acham que esta é uma boa oportunidade para compartilhar interesses em comum. Nós chegamos de diferentes organizações e fazemos coisas diferentes, mas mirando o mesmo grupo, neste caso os jovens.

Para compartilhar as nossas experiências, nós fizemos um bom trabalho de grupo, reunimos informações úteis sobre os jovens no Peru. Por exemplo, a análise que nós completamos no exercício final do módulo dois, foi considerada muito boa e útil para e por todos nós.Alguns membros do grupo apontaram: “Eu acho que o trabalho é muito bom e interessante, e também fornece informações que nós podemos continuar a discutir e compartilhar”

Eu conheço algumas outras ações que estão previstas para seu retorno ao Peru, para contribuírem  com  a sua experiência aqui para Turim. O que a senhora pretende fazer?

Estou planejando organizar um workshop para os meus colegas no escritório, mas também para os participantes do curso sobre os jovens e emprego, porque eles me pediram para que eu compartilhasse as minhas experiências adquiridas recentemente. Eu realmente tenho novas ideias. Eu me sinto inspirada com as experiências dos outros participantes, e estou decididamente melhorando os novos projetos que estamos desenvolvendo agora.

Segundo a senhora, qual impacto estes cursos terão sobre seus trabalhos? E sobre suas organizações?

Eu tive novas ideias e inspirações sobre estas questões. Isto terá um impacto positivo sobre o meu trabalho, sobre novos projetos e alguns artigos que eu pretendo escrever em matéria de políticas de FTP no meu país, seu financiamento e a necessária coordenação dos trabalhos.

Tentarei influenciar o novo governo na política e financiamento da FTP. Coordenar os trabalhos entre os ministros do trabalho e da educação; empresas do setor privado, sindicato dos trabalhadores e doadores seria o ideal. O crescimento econômico é do interesse de todos, em todos os níveis: nós estamos falando de medidas para criação de mais empregos e a redução das lacunas de capacitação e pobreza

Eu também estou coordenando com colegas na África e na Ásia a FTP como uma questão transversal nas nossas organizações .

O que está sendo feito atualmente no seu país e quais são os principais desafios neste momento?

Nós temos boas experiências no Ministério do Trabalho, mesmo muitas delas sendo bons programas, nós temos que desenvolver um sistema. Para um impacto positivo, nós precisamos combinar estes programas com a demanda de trabalho, para medir a inserção do trabalho no final dos programas de formação. Nós precisamos trabalhar num sistema de educação superior onde o ensino técnico e o universitário estejam ligados e os alunos possam passar de um para o outro. Também precisamos melhorar a qualidade dos centros de formação técnica, atualizar as capacitações dos professores de acordo com as novas demandas, combinar a oferta de formação com a demanda de trabalho.

Como a senhora se sentiu aqui no Centro de Formação durante a sua estadia?

Eu me senti muito bem, tudo estava muito bem organizado e cada detalhe foi pensado. Eu acho que a maior força do Centro é dar a oportunidade de interagir com pessoas de diferentes culturas e nacionalidades. Por exemplo, no Centro as mulheres puderam compartilhar informações sobre seu papel na sociedade e como isto representa um novo desafio para nós, nossas famílias e no nosso local de trabalho. Muitas mulheres ainda têm que lidar com situações difíceis.

A senhora teria uma mensagem especial para dar a este respeito?

Não importa de onde você vem, não importa a sua cultura ou a língua que você fala, existe sempre alguma coisa para se aprender e para se ensinar.

 

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